Oi amigo

11 de novembro de 2012

Imperialismo

Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.

Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.

Colonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.

Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.


Ações Imperialistas na África e na Ásia

África

Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.

A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa  sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.



Em algumas áreas os europeus usaram forças militares para conquistar os territórios, em outras, os líderes africanos e os europeus entraram em entendimento à respeito do controle em conjunto sobre os territórios. Esses acordos foram decisivos para que os europeus pudessem manter tudo sob controle.

Grã Bretanha, França, Portugal e Bélgica controlavam a maior parte do território africano, a Alemanha também possuía lá, muitas terras mas, as perdeu depois da I Guerra Mundial.

Ásia

O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século XX. Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou.

O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos XIX e XX. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.

Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições europeias foram, novas idéias e técnicas para agricultura, indústria e comércio, saúde e educação e administração política.

Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.

Dentre os problemas do Colonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país.
Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.

As teorias racistas

Gobineau e Chamberlain

A origem dos preconceitos raciais se perde nos tempos. Modernamente, porém, o racismo adquiriu relevância teórica com a obra de José Arthur, o conde Gobineau - Ensaio sobre a desigualdade da raça humana (Essai sur l'inégalité des races humaines), de 1853-5, considerada a bíblia do racismo moderno.
Afirmava ele a superioridade geral da raça branca sobre as outras, e a dos arianos, identificados como os louros de descendência germânica, sobre os demais brancos. Gobineau interpretou a história pelo prisma do conflito de raças e acreditava, por exemplo, que a Revolução Francesa de 1789 foi uma vitória da raça inferior, a de origem celta-romana que ainda sobrevivia na França e que aproveitou a ocasião do assalto à Bastilha para vingar-se dos francos-germanos que, desde o século V, eram a raça dominante no país. Desde então, para Gobineau a França decaíra. No ensaio, o Conde caiu no inteiro agrado do círculo de Wagner, que o jovem professor Nietzsche então frequentava.

O mais conhecido seguidor e divulgador do ideário racista na Alemanha foi o inglês Houston S.Charmberlain, membro da Sociedade Gobineau e genro de Richard Wagner, que apesar de ser um gênio musical tornara-se um anti-semita fóbico. Chamberlain, que viveu a maior parte do tempo na Alemanha, onde publicou Os fundamentos do Século XIX (Die Grundlagen des Neunzehnten Jahrhunderts) em 1899 - consagrando-se como o verdadeiro "imperador da antropologia alemã" -, defendia a tese de que era inquestionável a superioridade do ser teutônico, louro, alto e dolicocéfalo, sobre todos os demais. Para ele, o homem perfeito, superior, correspondia em geral ao tipo nórdico.

As Grandes Guerras e a evolução bélica

As Grandes Guerras trouxeram para o cenário bélico grande parte da tecnologia utilizada ainda hoje, como as metralhadoras leves de infantaria, os tanques, os aviões, os submarinos, as granadas, os morteiros e as armas químicas. Se alguns desses itens ainda estavam em caráter experimental na Primeira Guerra Mundial, foram utilizados em larga escala na Segunda Guerra Mundial. A quantidade de civis mortos foi imensa, as transformações na cultura de guerra ocidental foram radicais, a destruição provocada nos territórios e nas populações dos países envolvidos foi inédita.

Apesar da desumanização do inimigo não ser exclusividade da Primeira Guerra Mundial e tampouco ter sido inaugurada por ela, é inegável que a tecnologia utilizada de maneira eficiente, como as metralhadoras ou os tanques (estes ainda em teste) estabeleceu uma nova relação entre os inimigos do campo de batalha. “(A guerra começou com os armamentos convencionais semelhantes de 1870). A cavalaria, dos dois lados, entrou em campanha armada de lança” (Araripe, Magnoli, 2007, p.326). A evolução bélica acompanhou a Primeira Guerra Mundial, alterando as relações entre soldados no front, nas linhas de abastecimento e comunicação.

A evolução dos equipamentos bélicos na Primeira Guerra Mundial

• Primeira fase (1914): Caracterizado por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos;

• Segunda fase: (1915-1916): Parte ocidental marcada pela chamada guerra de trincheiras;

Ao mesmo tempo em que se foi alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino faziam um número crescente de vítimas.

• Terceira fase (1917-1918): Entrada dos EUA e saída da Rússia da guerra.

Revolução Russa

A Revolução Russa de 1917 foi um acontecimento capital na História do Século XX. E, apesar de o mundo socialista por ela criado haver desmoronado no final do período, aquele evento exerceu uma extraordinária influência na vida de centenas de milhões de seres humanos.

Antecedentes

Os antecedentes da Revolução Russa devem ser procurados na Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, e em seus desdobramentos: formação do proletariado, prática do “capitalismo selvagem” e evolução das ideias socialistas.

A Revolução Industrial consolidou o sistema capitalista e as relações de trabalho assalariado. Nestas, o trabalhador não tem qualquer controle sobre os meios nem sobre os instrumentos de produção, entrando no processo produtivo como mera força de trabalho não qualificada. Tal situação, agravada pela enorme oferta de mão de obra existente, levou os capitalistas a explorar o proletariado de forma absolutamente desumana, configurando o que se convencionou chamar de “capitalismo selvagem”.

O proletariado, por ser um grupo social novo, demorou a adquirir consciência de classe, que Ihe daria a coesão necessária para lutar por melhorias em suas condições de trabalho e de vida.

Nazismo

O Nazismo ou o Nacional Socialismo designa a política da ditadura que governou a Alemanha de 1933 a 1945, o Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente associado ao fascismo, embora os nazistas dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).
O ditador Adolf Hitler, que impôs o nazismo, chegou ao poder enquanto líder de um partido político, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou NSDAP). O termo Nazi é um acrônimo do nome do partido (vem de National Sozialist). A Alemanha deste período é também conhecida como "Alemanha Nazista" e os partidários do nazismo eram (e são) chamados nazistas. O nazismo foi proibido na Alemanha moderna, muito embora pequenos grupos de simpatizantes, chamados neonazistas, continuem a existir na Alemanha e noutros países. Alguns revisionistas históricos disseminam propaganda que nega ou minimiza o Holocausto e outras ações dos nazistas e tenta deitar uma luz positiva sobre as políticas do regime nazista e os acontecimentos que ocorreram sob ele.


Racismo e Ideologias Nazistas

O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

Em 1899, o inglês Houston Stewart Chamberlain, chamado de O antropólogo do Kaiser, publicou na Alemanha a obra Die Grundlagen des neunzehnten Jahrhunderts (Os fundamentos do século XIX). Esta obra trouxe o mito da raça ariana novamente e identificou-a com o povo alemão.

Alfred Rosenberg também criou obras que reforçaram a teoria da superioridade racial. Estas foram aproveitadas pelo programa político do nazismo visando à unificação dos alemães utilizando a identificação dos traços raciais específicos do povo dos senhores. Como a raça alemã era bastante miscigenada, isto é, não havia uma normalidade de traços fisionômicos, criaram-se então raças inimigas, fazendo desta forma surgir um sentimento de hostilidade e aversão dirigido a pessoas e coisas estrangeiras. Desta forma, os nazistas usaram da xenofobia associada ao racismo atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar o povo alemão contra o que era diferente. A escravização dos povos da Europa oriental e a perseguição aos judeus eram as provas pretendidas pelos nazistas da superioridade da raça ariana sobre os demais grupos diferentes e raciais também.

Superprodução econômica

Até por volta de 1925, as sociedades europeias lutavam com dificuldade para recuperar-se dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, os Estados Unidos apresentavam um notável crescimento econômico, exportando aos europeus a maior parte do que eles precisavam: alimentos, máquinas, combustível, armas etc. 

À medida que a recuperação da Europa avançava, a estrutura produtiva de seus países também se reorganizava. Os governos e empresários da Inglaterra, da Alemanha e da França, por exemplo, procuraram modernizar rapidamente seu parque industrial. Paralelamente, adotaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações de produtos estadunidenses.

Nos EUA, porém, o ritmo da produção industrial e agrícola continuava a crescer, ultrapassando a capacidade de compra dos mercados interno e externo. Passou a haver, então, uma superprodução de mercadorias, isto é, uma enorme quantidade de produtos para os quais não existiam compradores. isso ocasionou:

  • Queda dos preços e dos lucros - os preços baixaram drasticamente, o mesmo ocorrendo com a margem de lucro dos empresários e agricultores. Mesmo assim, a produção excedente não conquistou consumidores;

  • Redução da atividade econômica - os produtores agrícolas e industriais foram obrigados, então, a reduzir o ritmo de suas atividades e a produzir menos;

  • Desemprego em massa - com a redução das atividades, houve demissão de milhões de trabalhadores. Os que não foram dispensados tiveram redução de salários. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos chegou a mais de 15 milhões de pessoas.
Crash da Bolsa de Valores de Nova York 

A redução constante da atividade econômica levou um número cada vez maior de acionistas e investidores a vender  as ações que possuíam, fosse porque precisavam do dinheiro para saldar seus compromissos ou porque o valor dessas ações estava em baixa. Com isso, a oferta desse tipo de papel aumentou progressivamente, seus preços caíram cada vez mais e o pânico tomou conta do mercado financeiro.

No dia 29 de outubro de 1929, conhecido como Quinta-Feira Negra, ocorreu a queda vertiginosa do valor de milhões de ações que eram negociadas na Bolsa de Valores de Nova York: era a quebra do mercado financeiro, marco principal da crise econômica que afetava o país, levando inúmeras empresas e bancos à falência. A depressão econômica prolongou-se até 1932, período em que a produção industrial dos Estados Unidos foi reduzida em 54%. 

Repercussão Internacional

O crash (falência, quebra econômica) da Bolsa de Valores abalou grande parte do mundo capitalista, pois nessa época os Estados Unidos já eram a maior potência industrial e financeira do planeta.

Com a crise, investidores e empresas redirecionaram  seus investimentos para outros países, principalmente europeus. Paralelamente, os Estado Unidos reduziram suas importações, o que gerou problemas econômicos para seus parceiros comerciais. Entre eles estava m os países latino-americanos, que se apoiavam em uma economia agro-exportadora.

Guerra Civil Espanhola e Arte

A Guerra Civil espanhola (1936-39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX.
De um lado se posicionaram as forças do nacionalismo e do fascismo, aliadas as classes e instituições tradicionais da Espanha (O Exército, a Igreja e o Latifúndio) e do outro a Frente Popular que formava o Governo Republicano, representando os sindicatos, os partidos de esquerda e os partidários da democracia.

Como nenhum outro conflito, a Guerra Civil Espanhola despertou a solidariedade de artistas e intelectuais em todo o mundo. A partir dela, surgiram obras imortais de George Orwell, Pablo Picasso e Ernest Hemingway.

A guerra não serviu somente de laboratório para os aviões e a munição de Hitler, mas também para jornalistas, artistas e escritores espanhóis e estrangeiros. Pelo lado dos republicanos, o quadro Guernica (1937) do pintor espanhol Pablo Picasso e o romance Por quem os sinos dobram (1940) do escritor norte-americano Ernest Hemingway, estão entre as obras que retratam esse período.

Federico García Lorca, um dos mais importantes artistas espanhóis, morreu durante a Guerra Civil. Foi perseguido e morto em agosto de 1936 por tropas que defendiam uma Espanha tradicional e conservadora, que se aproximava dos regimes fascistas já instaurados em países europeus como Itália, Áustria e Portugal. As tropas comandadas pelo general Franco fuzilaram Lorca, acusado de ser comunista, principalmente pelo seu posicionamento político – ligado aos anarquistas e comunistas – e pelas suas produções artísticas, peças teatrais e poemas. Seu engajamento político se evidenciou na frase pronunciada por Lorca em dezembro de 1934: ‘Eu sempre serei partidário dos pobres, dos que nada têm, e aos quais se nega até a tranquilidade do nada. ’ 

Goebbels e sua Hollywood

Quando se apresenta o cinema alemão da época nazista como modelo de propaganda política, não se faz outra coisa senão render um justo tributo a quem se pode considerar o seu autêntico responsável: Joseph Goebbels. Apesar de não ser um profissional da mídia, o brilhante ministro da Propaganda do Reich demonstrou possuir uma sensibilidade para o espetáculo fílmico e para a manipulação do espectador digna de Irving Thalberg, Adolph Zukor, David O. Selznick ou Cecil B. De Mille; é lastimável que tenha colocado suas inegáveis prendas a serviço de objetivos infames e, de longe, menos rentáveis que os grandes showbusiness de Hollywood. Os primeiros filmes patrocinados pelos nazistas foram exaltações guerreiras tipo SA-Mann Brand ("O despertar de uma nação", 1934), Hitlerjunjge Quex ("O flecha Quex", 1935) e o célebre documentário de Leni Riefenstahl Triumph des Willens ("Triunfo da vontade", 1934), cuja mensagem, tão transparente quanto agressiva, poderia resumir-se na seguinte frase: "quem não estiver conosco, que se sujeite às conseqüências". Para Goebbels, este tipo de propaganda foi-lhe parecendo contraproducente, sobretudo naqueles anos de formação do novo Estado, dando instruções afiadas, a partir de então, para que o ideal do Reich se filtrasse de forma mais indireta e, ao mesmo tempo, mais convincente. Os tópicos seguidos foram essencialmente dois: a exaltação do caudilhamento (Führerprinzip) e a superioridade racial germânica (o umbermensch frente às raças inferiores, untermenschen).

Seguindo as astutas instruções do ministro, nenhum desses dois princípios básicos foi posto em prática de uma forma excessivamente direta, senão através de personagens e situações exemplares que evocavam no espectador, sem representá-lo literalmente, o modelo proposto. Isto se torna especialmente evidente nas glorificações do Führer, já que nunca foi pensada seriamente a produção de uma película, de ficção ou documentária, sobre Hitler, embora tenha sido produzida uma série de biografias de personagens ilustres do passado alemão que, do seu pedestal, constituíam uma clara premunição do governante atual. Para esta finalidade, serviam poetas (Friedrich Schiller, como em Der Triumph cines Genies, 1940), músicos (Friedemann Bach, 1941), escultores (Andreas Schülter, 1942), médicos (Robert Koch der Bekämpler des Todes, "Roberto Koch, o vencedor da morte", 1939, ou Paracelsus, 1943) e estadistas (Bismarck, 1940); contudo, o curinga insuperável era o rei da Prússia, Federico, o Grande, pois, muito antes da ascensão nazista, ele já era um mito indiscutível do autoritarismo teutônico. Na realidade, as películas sobre "o velho Fritz" eram moeda corrente no cinema alemão desde o grande êxito, em 1923, da superprodução (em quatro episódios) de Fridericus Rex, quando o ator Otto Gebühr, intérprete principal do filme, adquiriu uma sólida fama de personificação do monarca. Em 1942, Gebühr interpretou Der Grosse Köning ("O grande rei"), sem dúvida o filme mais elaborado, tanto no plano técnico como doutrinário, dedicado a este emblemático personagem.

Se a grandeza do Führer não era mostrada diretamente, algo parecido se fazia com a superioridade da raça alemã, que se deixava implícita através da inferioridade dos demais países e etnias. É muito difícil que nos filmes alemães desta época seja apresentado um personagem estrangeiro sob uma ótica positiva, embora seja indubitável que alguns obtenham êxito.

Olga Benário e Luís Carlos Prestes

Olga Benário Prestes (Munique, 12 de fevereiro de 1908 — Bernburg, 23 de abril de 1942) foi uma jovem militante comunista alemã, de origem judaica, deportada para a Alemanha durante o governo de Getúlio Vargas, aonde veio a ser executada pelo regime nazista em campo de extermínio. Veio para o Brasil na década de 1930, por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do Brasil. Destacada como guarda-costas de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes.

Olga Benário e Luís Carlos Prestes viveram intensamente o contexto político e ideológico do período Vargas. Os dois se conheceram e um esforço revolucionário e sofreram consequências gestadas pela sua época. Trata-se de uma história de amor, que ilustra, de maneira interessante, a vida e a luta política de ambos, bem como os rumos que o Brasil tomou naquele período.

Terror Atômico

Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki.

Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As estimativas do primeiro massacre por armas de destruição maciça sobre uma população civil apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos era civil.

As explosões nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de agosto de 1945, com a subsequente assinatura oficial do armistício em 2 de setembro na baía de Tóquio e o fim da II Guerra Mundial.

O Projeto Manhattan

Os Estados Unidos, com auxílio do Reino Unido e Canadá, projetaram e construíram as bombas sob o nome de código Projeto Manhattan inicialmente para o uso contra a Alemanha Nazista. O primeiro dispositivo nuclear, chamado Gadget, foi testado em Los Alamos, no Novo México, a 16 de Julho de 1945. As bombas de Hiroshima e Nagasaki foram a segunda e terceira a serem detonadas e as únicas que já foram empregadas como armas de destruição em massa.

Hiroshima e Nagasaki não foram às primeiras cidades do Eixo a serem bombardeadas pelas forças Aliadas, nem foi a primeira vez que tais bombardeamentos causaram um grande número de mortes civis e foram (ou, antes, viriam a ser) considerados controversos.

O bombardeamento de Tóquio em março de 1945 poderá ter matado até 100 mil pessoas. Cerca de sessenta cidades japonesas tinham, a essa altura, sido destruídas por uma campanha aérea massiva, incluindo grandes ataques aéreos na capital e em Kobe. Na Alemanha, o bombardeio Aliado de Dresden teve como resultado quase 30 mil mortes.

Ao longo de três anos e meio de envolvimento direto dos EUA na II Guerra Mundial, aproximadamente duzentas mil vidas estadunidenses tinham sido perdidas, cerca de metade das quais na guerra contra o Japão. Nos meses anteriores aos bombardeios, da Batalha de Okinawa resultaram as mortes de 50-150 mil civis, 100-110 mil militares japoneses e cerca de 20 mil soldados dos EUA. Esperava-se que uma invasão do Japão traria um número de baixas muitas vezes superiores àquele de Okinawa.

A decisão de jogar as bombas sobre o Japão foi tomada pelo então Presidente Harry Truman, que havia substituído havia poucos meses no cargo o falecido Franklin Delano Roosevelt. A sua intenção pública de ordenar os bombardeamentos foi de trazer um fim célere à guerra por inflição de destruição e terror de subsequente destruição, obrigando o Japão a apresentar a sua rendição. 

Revolução Cubana

No início do século XX, Cuba era uma colônia (neo-colônia), norte-americana. Desgastada com a administração corrupta e claramente favorável ao capital estrangeiro, o povo começava a se inquietar de maneira preocupante para a metrópole. O movimento operário estava ganhando força e se fazendo notar, principalmente com duas grandes greves: dos Aprendizes (1902) e da Moeda (1907).

Sofrendo pelos altos níveis de inflação gerada pela Primeira Guerra Mundial e tendo sua economia baseada na monocultura da cana-de-açúcar, sendo os Estados Unidos seu comprador quase exclusivo, a Grande Depressão de 1929, deixou claro que a situação em Cuba era muito frágil, já que 70% de sua economia eram controladas pelo capital estadunidense.

Estando a pouco mais de 100 km de distância de Miami, o território cubano se tornou o quintal dos ricos e emergentes que passavam em Cuba seus finais de semana. O que era ilegal nos Estados Unidos era amplamente praticado em Cuba. Um lugar onde os yankees gastavam seus dólares com sexo, drogas e jogatina, à noite se enchiam de prostitutas, malandros e vagabundos: claro, todos eles cubanos.

Até então Cuba esteve nas mãos de diversos dirigentes. Sempre sob o olhar e a mão firme da metrópole que defendia seus lucros e favorecia apenas a minoria burguesa, (onde a maioria era norte-americana com alguns poucos cubanos). Até que Fulgêncio Batista em 10 de março de 1952 tomou o poder através de um golpe assistido e apoiado pelos norte-americanos.

Paralelamente a isso, ocorreram diversas greves e revoltas. Sempre partindo do proletariado que se unia e do movimento estudantil que ganhava força. As primeiras ações sentidas foram os ataques e tentativas de tomada dos quartéis de Moncada e de Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de Julho de 1953. A ação conjunta fracassou, resultando na morte de vários combatentes, em sua maioria jovens estudantes e a prisão de outros tantos. Entre os presos estava Fidel Alejandro Castro Ruz, recém-formado advogado pela Universidade de Havana.
  
Pós – Revolução

Depois de um discurso de posse, transmitido pela TV, onde as forças libertadoras entregavam Cuba para os cubanos, tem início em Cuba uma nova era. Os muitos anos seguintes seriam dedicados ao expurgo dos ex-funcionários batistianos e ao julgamento daqueles que se quedaram ou foram feitos presos durante as batalhas. Muito criticou-se também os métodos utilizados para o julgamento e os pelotões de fuzilamento, que era o destino final dos condenados. Che era o responsável pelo Tribunal Sumário e há quem se refira, como holocausto. Porém esquecem que foi uma guerra e das milhares de pessoas que morreram nas mão desses a quem estava se dando a chance de um julgamento.

O papel dos Estados Unidos durante a revolução era de indiscutível e declarado apoio às forças batistianas. Enquanto que o da União Soviética também se fez presente apoiando Fidel e o regime comunista que aos poucos foi emergindo. Estamos em plena Guerra Fria. Depois das vitórias rebeldes ainda muitas águas rolariam. Desde tentativas de contrarrevolução, financiadas pela CIA, como a da Baía dos Porcos; ou a Crise dos Mísseis envolvendo os EUA e a URSS que por pouco não deu início s temida Guerra Nuclear. Também foi feita uma tentativa de envenenar Fidel.

Movimento Operário 1950-1960

No período da 2ª Guerra Mundial, o movimento pressiona o Governo Vargas para entrar na guerra ao lado dos aliados, luta contra a carestia e inicia em 1944/45, uma onda de greves contra a suspensão de direitos trabalhistas sob o argumento da mobilização de guerra.

E é justamente como resultado da guerra, pelos acordos estabelecidos pelo Brasil com os Estados Unidos para entrar na luta ao lado dos aliados, que se inicia a siderurgia nacional. Com isso, há um salto na indústria de base nacional — principalmente metalurgia — no início da década de 1950. E é de 50 a 1960 que ocorrem as grandes greves de massa, ambas em São Paulo, como a dos “300 mil” (1953) e dos “400 mil” (1957).

Esse recrudescimento do movimento operário se dá particularmente visando à reposição de perdas salariais. É que, desde que foi criado, em 1941, o salário mínimo não sofrera correção até 1954, quando Vargas — mesmo sacrificando seu pupilo ministro do Trabalho, João Goulart — anuncia o reajuste do salário mínimo no Dia 1º de Maio.

“A mobilização, em razão do suicídio de Vargas (agosto de 54), e os quebra-quebras são também resultado do movimento sindicalista pelo reajuste do mínimo. Mesmo com o reajuste, em alguns estados, como Minas Gerais, os empresários ganharam na Justiça o direito de não conceder o aumento”, esclarece Alexandre Fortes.

JK – Na segunda metade da década de 1950, com o governo JK, inicia-se o período de desenvolvimentismo associado, o que, com a expansão da oferta de empregos, em princípio, aplacaria os movimentos reivindicatórios. Segundo Fortes, no entanto, logo as mobilizações ressurgem. “Mesmo na construção de Brasília, os migrantes que para lá se deslocam — em grande número — enfrentam o emprego quando as obras estão se encerrando”, observa ele.

A década de 1960 marca a criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e a conquista da gratificação natalina (13º salário), uma reivindicação que se arrasta desde 1945. E é a partir daí que se consolida na direita o sentimento da criação de uma “República Sindicalista”, atribuída ao presidente Jango, apressando o golpe de 1964.




Tortura e Direitos Humanos na America Latina 

Na América Latina, a tortura foi bastante praticada contra índios e negros durante o período colonial. No Brasil, tem-se que a tortura foi utilizada de forma indiscriminada contra os escravos, estando, deste modo, vinculada à questão da discriminação racial.

A partir de 1960, uma onda de regimes militares “direitistas” começou a dominar boa parte da América Latina. Na Argentina, os militares assumiram o poder com a tortura e mortes. No Brasil, as Forças Armadas tomaram o poder em 1964 e encontraram nas tentativas de guerrilhas e revolta uma desculpa para a repressão feita pelo regime militar. Também no Chile houve, em 1973, um golpe militar cujo governo durou quase 20 anos.

O exemplo destes países, os regimes militares da América Latina apresentaram, em maior ou menor grau, traços característicos dos regimes militares do séc. XX - execuções ou massacres, oficiais e para-oficiais, tortura sistemática de prisioneiros e o exílio em massa de adversários políticos – e configuram uma das mais graves situações de tortura. A tortura era então praticada nas salas de interrogatórios, nas dependências da polícia secreta, nas próprias delegacias de polícia, nas prisões e em outros estabelecimentos reconhecidos de forma oficial. Houve, ainda, inúmeros casos de pessoas que
“desapareciam” sem vestígios oficiais quando, na realidade, estas pessoas estavam sendo detidas e torturadas secretamente sem que sua detenção fosse ao menos reconhecida.

Mães eram separadas de seus filhos ao nascer sem ao menos poderem tocá-los, como aconteceu na Argentina, e os filhos eram mandados para a adoção.

Alguns países como a Argentina, Chile e Uruguai, depois do regime militar, já abriram os arquivos secretos ao publico, acharam corpos de desaparecidos e puniram os culpados. O Brasil, ainda é alvo de criticas devido à falta de impunidade, mas isso porque há uma serie de burocracia que demoram longo tempo.

Com o enfraquecimento e fim dos regimes repressivos, a prática da tortura como método de repressão política consequentemente diminuiu. Contudo, ficaram evidentes os casos de tortura praticados contra suspeitos de crimes comuns (aqui entendidos como crimes não políticos) e integrantes de minorias étnicas. No Brasil, bem como em outros países, o emprego abusivo de agressão e violência física se dá em todo o território nacional por agentes públicos das forças de segurança como forma de se obter confissões forçadas, sendo considerada por analistas como um dos principais mecanismos de investigação policial no país. Também é largamente utilizada como meio de punição e imposição de disciplina em presídios e em centros de cumprimento de medidas sócio-educativas para adolescentes assim como em instituições psiquiátricas, orfanatos e centros para detenção de imigrantes.

MPB e DOPS

DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), bem como DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operação de Defesa Interna) eram órgãos repressores da ditadura.

A MPB teve um importantíssimo papel como resistência à ditadura militar que derrubou o presidente João Goulart em 1964. Chico Buarque de Hollanda, Geraldo Vandré, Belchior, Caetano Veloso, Elis Regina, e alguns outros são exemplos de artistas que, com suas composições, tiveram relevante papel na luta contra o regime.

Mas, depois que Costa e Silva decretou o AI-5, em 13.12.68, ficou mais difícil esta resistência, através da música, e muitos compositores, dentre eles, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram obrigados a sair do país e passaram longo período na Europa.

 Redemocratização - A volta dos civis ao poder 

O processo de redemocratização do Brasil, após o regime militar, ocorreu lenta e gradualmente, como pretendiam os líderes moderados das Forças Armadas. Ainda durante o regime militar - e de forma paulatina - suprimiu-se a legislação mais autoritária e permitiu-se o retorno a vida pluripartidária, bem como as eleições livres em três instâncias legislativas (municipal, estadual e federal). Em 1982, ocorreu a primeira eleição, desde 1964, para o cargo de governador de estado.

Assim, aos poucos, os civis voltavam ao poder. O mandato de seis anos de Figueiredo terminaria em 1985, e a ansiedade de boa parte da população por mudanças democráticas era grande. 

Campanha Diretas-já!

Foi nesse contexto que diversos setores da sociedade (partidos políticos, Igreja, entidades científicas, estudantes, artistas, imprensa, sindicatos de trabalhadores, universidades, associações de empresários etc.) uniram-se, reivindicando com veemência cada vez maior o fim da ditadura militar e a redemocratização do país.

As lideranças políticas de oposição aproveitaram o momento para lançar um movimento em favor das eleições diretas para presidente da República. O objetivo era fazer com o que o Congresso Nacional (que contava com muitos parlamentares ainda ligados ao governo militar) aprovasse uma emenda constitucional para restabelecer eleições diretas para  a presidência da República, proposta pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT), em março de 1983. Se aprovada, a emenda implicaria o fim do Colégio Eleitoral, instituição criada pelo regime militar. 

De janeiro a Abril de 1984, a campanha pela aprovação da emenda reuniu milhões de pessoas em diversas cidades do país, promovendo manifestações populares que figuram entre as maiores da história brasileira. Em ruas e praças, multidões reunidas em grandes comícios exigiam ''diretas já'', ficando por isso conhecida como campanha pelas Diretas-já!.

Frustração Popular 

O presidente Figueiredo mostrava-se vacilante sobre a sucessão presidencial, ora dizendo que não tinha apego pelo poder, ora dando sinais de querer permanecer. Uma coisa era certa: ele pretendia que a próxima eleição presidencial fosse pela via indireta. Na véspera da votação da emenda Dante de Oliveira, marcada para 25 de abril de 1984, decretou estado de emergência em Brasília, e forças policiais cercaram o Congresso. A explicação dada foi a necessidade de proteger os parlamentares da ''coação popular''.

No dia da votação, apesar da ampla mobilização da sociedade civil, a emenda não alcançou um número suficiente de votos na Câmara para entrar em vigor. Uma série de manobras de políticos ligados ao regime militar impediu que se obtivesse o número de votos necessários.

O principal grupo contrário à emenda era liderado pelo então deputado federal paulista Paulo Maluf, que acreditava poder eleger-se para a presidência da República por meio das eleições indiretas promovidas no Colégio Eleitoral. 

A questão agrária (Governo Sarney 1985 – 1990)

Com a redemocratização do país, os governos começam a promover assentamentos. Em 1988, a Constituição determina que a grande propriedade que não cumprir sua função social poderá ser desapropriada para fins de reforma agrária. Pela lei, além de manter a fazenda produtiva, o proprietário deve preservar o meio ambiente e cumprir as obrigações trabalhistas.

No início da década de 80, o agravamento dos conflitos pela posse da terra na Região Norte levou à criação do Ministério Extraordinário para Assuntos Fundiários e dos Grupos Executivos de Terras do Araguaia/Tocantins (Getat) e do Baixo Amazonas (Gebam).

As realizações desses três órgãos, no entanto, são pobres, com registro de alguns poucos milhares de títulos de terra de posseiros regularizados. Nos seis anos do último governo militar (1979-1984), a ênfase de toda a ação fundiária concentrou-se no programa de titulação de terras. Nesse período, foram assentadas 37.884 famílias, todas em projetos de colonização, numa média de apenas 6.314 famílias por ano. A ação fundiária no período 1964-1984, revela uma média de assentamento de seis mil famílias por ano.

Em 1985, com o fim da ditadura, o governo de José Sarney elaborou o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), previsto no Estatuto da Terra, com meta de assentar 1,4 milhão de famílias em cinco anos. Porém, ao final de cinco anos, foram assentadas apenas cerca de 90 mil.

A década de 80 registrou um grande avanço nos movimentos sociais organizados em defesa da reforma agrária e um significativo fortalecimento dos órgãos estaduais encarregados de assuntos fundiários. Quase todos os Estados da federação contavam com este tipo de instituição e, em seu conjunto, ações estaduais conseguiram beneficiar um número de famílias muito próximo daquele atingido pelo governo federal.

Neoliberalismo

O Neoliberalismo é uma releitura do Liberalismo Clássico.
Embora o termo tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e economista alemão Alexander Rüstow, o Neoliberalismo  só ganharia efetiva aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século XX, especialmente a partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento da concorrência comercial, muito em função da supremacia que o capitalismo demonstrava conquistar sobre o sistema socialista. Mesmo ainda no decorrer da Guerra Fria, as características do conflito já eram muito diferenciadas das existentes nos anos imediatamente posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial. A União Soviética  já havia se afundado em uma grave crise que apontava para o seu fim inevitável. Enquanto isso, o capitalismo consolidava-se como sistema superior e desfrutava de maior liberdade para determinar as regras do jogo econômico.

O crescimento comercial foi notório e, para enfrentar a concorrência, medidas foram tomadas no Reino Unido e nos Estados Unidos. As principais características dessas medidas foram a redução dos investimentos na área social, ou seja, no que se refere à educação, saúde e previdência social. Ao mesmo tempo, adotou-se como prática também a privatização das empresas estatais, o que se aliou a uma perde de poder dos sindicatos. Passou-se a defender um modelo no qual o Estado não deveria intervir em nada na economia, deixando-a funcionar livremente. Ou seja, considerando-se as características do novo momento, uma releitura da forma clássica do Liberalismo.

O Neoliberalismo ganharia força e visibilidade com o Consenso de Washington, em 1989. Na ocasião, a líder do Reino Unido, Margareth Thatcher, e o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, propuseram os procedimentos do Neoliberalismo para todos os países, destacando que os investimentos nas áreas sociais deveriam ser direcionados para as empresas. Esta prática, segundo eles, seria fundamental para movimentar a economia e, consequentemente, gerar melhores empregos e melhores salários. Houve ainda uma série de recomendações especialmente dedicadas aos países pobres, as quais reuniam: a redução de gastos governamentais, a diminuição dos impostos, a abertura econômica para importações, a liberação para entrada do capital estrangeiro, privatização e desregulamentação da economia.













29 de outubro de 2012

Parte 3 - Filmes sobre a ditadura

"Topografia de um desnudo" é um filme que resgata um fato histórico conhecido como 'operação mata-mendigos', ocorrido no Rio de Janeiro na década de 1960. Durante meses, corpos de mendigos - com sinais de tortura - foram encontrados nos rios Guandú e da Guarda. Apesar da repercussão, o episódio caiu no esquecimento. Pesquisadores, no entanto, acreditam que esse tenha sido 'ante sala' do Golpe de 1964, no qual mendigos serviriam de cobaia para técnicas de tortura que seriam posteriormente empregadas em presos políticos. Baseado no romance do chileno Jorge Diaz.

Parte 2 - Filmes sobre a ditadura

"Cabra-Cega" é um filme de Toni Venturi. A trama principal trata da relação limite de Tiago e Rosa, dois jovens militantes da luta armada, que vivem o sonho do projeto revolucionário. Alojados num bairro tradicional de São Paulo, no belo apartamento do arquiteto Pedro, um simpatizante da causa, eles vão perdendo a razão com os acontecimentos vertiginosos e incontroláveis daqueles tempos. O pano de fundo é um Brasil amordaçado e sem liberdades democráticas. Tiago (Leonardo Medeiros), o comandante de um "grupo de ação" de uma das organizações da ultra-esquerda brasileira, ferido à bala em uma emboscada da polícia, é obrigado a se esconder na casa de Pedro (Michel Bercovitch). Estamos em setembro de 1971, a organização está debilitada e discute o abandono da estratégia armada. O projeto de derrubar a ditadura pela violência fracassou completamente. Rosa (Débora Duboc), uma militante de base e filha de operário, é o contato de Tiago com o mundo, a vida, a fantasia. É também sua enfermeira. Mateus (Jonas Bloch), o dirigente da organização, trabalha incansavelmente para salvar o que restou dos seus quadros. Pedro começa a temer pela sua segurança e passa a ter um comportamento ambíguo. Tiago cria suspeitas de que ele é um traidor. A situação externa vai se deteriorando: a morte de Lamarca, os arrependidos, o avanço contínuo da repressão. Tiago e Rosa se entregam a uma paixão urgente.

Parte 1 - Filmes sobre a ditadura

"Eles não usam black-tie" foi considerado um dos melhores e mais importantes filmes da cinematografia nacional e conta, com qualidade, uma época da história do Brasil. Mais do que falar apenas da classe operária e dificuldades do povo, o filme traz uma reflexão sobre o nosso papel na vida. Coloca em conflito duas atitudes, uma da maioria da população, a passividade e a lei da vantagem que muitos gostam de exaltar, em contrapartida por pessoas que lutam pelos direitos básicos, pautam suas vidas por um ideal nobre, enxergando a importância da consciência social. A história se passa em 1980, filho de líder sindical não quer se envolver em uma greve, por causa de sua mulher, desconsiderando assim a tradição de seu pai de ativismo político. O pai é combatente do regime militar. Brilhante obra do cineasta Leon Hirszman, baseado em livro e peça de teatro de Gianfrancesco Guarnieri, consagrado artista nacional.
 
Governo João Goulart (1961 - 1964)

O Fracasso do nacionalismo reformista 

João Goulart tomou posse da presidência em 7 de setembro de 1961. A chefia de governo (poder executivo), no entanto, coube a Tancredo Neves, político do PSD mineiro, empossado como primeiro-ministro no mesmo dia, de acordo com o sistema parlamentarista. Mas esse sistema não duraria mais que 14 meses.

A emenda constitucional que tinha estabelecido o parlamentarismo previa que a adoção desse sistema de governo deveria ser referendada por um plebiscito. Realizado em 6 de Janeiro de 1963, o plebiscito reuniu votos de mais de 12 milhões de cidadãos. Destes quase 10 milhões manisfestaram-se contra o parlamentarismo, votando pelo restabelecimento do presidencialismo.

Plano Trienal

O governo de João Goulart iniciou-se num período de graves problemas econômicos e sociais no país, e com uma inflação que não foi suficientemente controlada. Sua estratégia socioeconômica foi formalizada em 1962, por meio do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, organizado por Celso Furtado, economista que ocupava o cargo de ministro do Planejamento.

O Plano Trienal tinha como objetivos fundamentais:

  • promover melhor distribuição das riquezas nacionais, desapropriando os latifúndios improdutivos para defender interesses sociais;
  • encampar as refinarias particulares de petróleo;
  • reduzir a dívida externa brasileira;
  • diminuir a inflação e manter o crescimento econômico sem sacrificar exclusivamente os trabalhadores.
Mas a inflação e o custo de vida não paravam de subir. As despesas com as importações aumentavam, e caíam os preços da exportações. Também diminuía o ritmo de crescimento da indústria, e os grandes empresários nacionais e estrangeiros reduziam os investimentos na produção, numa demonstração de desconfiança em relação às intenções políticas de Jango.

Polarização da sociedade

O período do governo Goulart foi marcado, desde o início, pela mobilização social e política de diversos setores da sociedade brasileira. Com o tempo, esses movimentos e associações foram levando a uma radicalização das posições e das ações e à polarização social.

De um lado, estavam movimentos que traziam reivindicações populares e pregavam transformações que, segundo eles, visavam a uma sociedade mais justa e igualitária. Eram mobilizações de:
  • Estudantes: ligados a União Nacional dos Estudantes (UNE) e à  Juventude Universitária Católica (JUC);
  • Operários: ligados à Central Geral dos Trabalhadores (CGT);
  • Camponeses: ligados às Ligas Camponesas, que se difundiam principalmente pelo Nordeste.
Reformas de base

Chegando a 1964, O Plano Trienal fracassara, e as tensões sociais aumentavam no país. Então, em 13 de março de 1964, João Goulart, falou a mais de 300 mil pessoas num comício em frente à estação Central do Brasil (área de grande afluência popular no centro do Rio de Janeiro). Expôs as dificuldades do país e a necessidade de realizar um conjunto de reformas, que seriam adotadas pelo seu governo.

Eram as chamadas reformas de base, que acirraram ainda mais os ânimos das elites dominantes e contrariaram os interesses estrangeiros. Entre elas, estavam: 
  • Reforma agrária: para facilitar o acesso à terra de milhões de lavradores que desejavam trabalhar e produzir no campo. Com melhores condições de vida e de trabalho, o morador do campo permaneceria em seu local de origem e não se dirigiria para as grandes cidades em busca de emprego;
  • Reforma educacional: para aumentar o número de escolas públicas, matricular todas as crianças brasileiras e combater o analfabetismo;
  • Reforma eleitoral: para dar ao analfabeto o direito de votar nas eleições e participar da vida política;
  • Reforma tributária: para corrigir as desigualdades sociais na distribuição dos deveres entre ricos e pobres, patrões e empregados.
Reações às reformas

Alguns setores populares favoráveis ao governo passaram a fazer manifestações em apoio às reformas de base. Paralelamente, as oposições organizaram seus protestos, como a Marcha da Família com Deus pela liberdade - série de passeatas de senhoras católicas, autoridades civis, empresários e parte da classe média. A primeira marcha ocorreu em São Paulo no dia 19 de março.

A agitação política e social intensificou-se no país. Grupos de esquerda e de direita radicalizavam suas posições. Em Brasília, 600 sargentos dos exército e da Aeronáutica ocuparam a tiros suas guarnições, para exigir o direito de voto. A rebelião dos sargentos foi controlada, mas os oficiais militares se assustaram com a indisciplina da tropa e responsabilizaram o governo pelo ''clima de desordem''.

Golpe militar

Em 31 de Março de 1964, explodiu a rebelião das Forças Armadas contra o governo João Goulart. O movimento militar teve início em Minas Gerais, apoiado pelo governador mineiro Magalhães Pinto. Rapidamente, os golpistas contaram com a adesão de unidades militares de São Paulo, do Rio Grande do Sul, e do antigo estado da Guanabara (criado em lugar do Distrito Federal, situado na cidade do Rio de Janeiro até a transferência da capital federal para Brasília, em 1960).

Sem condições de resistir ao golpe militar, o presidente João Goulart deixou Brasília em 1° de Abril de 1964. Passou pelo Rio Grande do Sul e, em seguida foi para o Uruguai como exilado político. Era o começo do período de governos militares.

Ruptura com o regime democrático

Logo após a deposição do presidente João Goulart, em 2 de Abril de 1964, Ranieri Mazzilli - que ainda era o presidente da Câmara dos Deputados - assumiu pela segunda vez, de maneira interina, a presidência da República. No entanto, o controle político do país ficou sob a direção geral das Forças Armadas.

Cada uma de suas corporações (Exército, Marinha e Aeronáutica), no mesmo dia 2 de Abril, indicou um representante, e formou-se o comando militar que conduziria o país durante duas semanas - era o autodenominado Comando Supremo da Revolução. Segundo os novos comandantes do país, a intervenção militar seria de caráter provisório, tendo como principais finalidades:
  • Restabelecer a ordem social;
  • Conter o avanço do comunismo e da corrupção;
  • Retomar o crescimento econômico.
Mas não foi provisória a supressão da legalidade democrática. Durante 21 anos, a sociedade brasileira viveu sob o comando de presidentes militares impostos pelas Forças Armadas. Até 1985, dois marechais e três generais se sucederiam na presidência da República: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo.

25 de junho de 2012

Pedro Salinas

Pedro Salinas (Madrid, 1891 - Boston, 1951) poeta espanhol, um membro da geração de 27, que se destaca como um poeta do amor.Profundo intelectual e humanista, carreiras Salinas em direito e filosofia e letras.O jogador espanhol foi na Universidade de Paris, entre 1914 e 1917, ano em que o médico de cartas. Na década de 1920 começou uma colaboração regular com o Jornal do Oeste e foi catedrático língua e literatura espanhola nas universidades de Sevilha e Múrcia.Trabalhou como professora de espanhol na Universidade de Cambridge.Junto com Guillermo de Torre dirigiu o índicejornal literário (1932-1936).Neste último ano emigrou para os Estados Unidos, que desempenham um professor em várias universidades, e todos viveram até a sua morte, exceto que alguns períodos lecionou na Universidade de San Juan de Puerto Rico. Poeta subjetivo, herdeiro da tradição amorosa de Garcilaso de la Vega e Gustavo Adolfo Bcquer , o grande tema de sua poesia era o amor, que travs matiz e recriar a realidade e objetos.Em sua produção há três fases.O puro, primeira poesia, influenciado por Juan Ramon Jimnez , desde o início de 1931 (Omens, 1924; azar Seguro, 1929 e fábulas e assinar, 1931). O segundo atingiu até 1939 e foi o verdadeiro amor de poesia, de sua relação passional com o professor americano Katherine Whitmore. Ele celebra o amor que dá sentido ao mundo, o amado é uma criatura especial em um espaço comum, com o qual o poeta mantém uma conversação contínua.Ame o seu lírico é atormentado e sofrido, é uma força prodigiosa que dá sentido à vida (A voz que você deve, de 1933, Razão do Amor, 1936 e lamento Largo, 1939). 
As obras deste período foram impulsionadas por uma letra, na segunda pessoa, vocativo dirigido à imagem da pessoa amada, envolta em circunstâncias externas da vida de hoje: relógios, telefones, automóveis, praias, ruas, publicidade, calendários aparecem na poesia, alterado e transfigurado. A mulher é uma visão em perspectiva de proximidade, como um amigo que se torna amante para ser visto refletido no "espelho quente" que o amor oferece. Essa atividade poética, na qual os elementos são usados  levemente encontra sua melhor representação na voz que lhe é devido, o trabalho que tem influenciado profundamente a poesia espanhola.

Salvador Dalí

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha. 
Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expulso desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar. Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.
Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.
A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo. Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala. Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial. Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida. Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras. Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.
Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.