Imperialismo
Imperialismo
é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter
controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.
Algumas
vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países
capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870.
Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam
usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.
Colonialismo
normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e
perda da soberania.
Imperialismo
se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como
informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.
Ações Imperialistas na África e na Ásia
África
Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.
A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.
Ásia
O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século XX. Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou.
O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos XIX e XX. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.
Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições europeias foram, novas idéias e técnicas para agricultura, indústria e comércio, saúde e educação e administração política.
Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.
Dentre os problemas do Colonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país.
Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.
As teorias racistas
Gobineau e Chamberlain
A origem dos preconceitos raciais se perde nos
tempos. Modernamente, porém, o racismo adquiriu relevância teórica com a obra
de José Arthur, o conde Gobineau - Ensaio sobre a desigualdade da raça
humana (Essai sur l'inégalité des races humaines), de 1853-5,
considerada a bíblia do racismo moderno.
Afirmava
ele a superioridade geral da raça branca sobre as outras, e a dos arianos,
identificados como os louros de descendência germânica, sobre os demais brancos.
Gobineau interpretou a história pelo prisma do conflito de raças e acreditava,
por exemplo, que a Revolução Francesa de 1789 foi uma vitória da raça inferior,
a de origem celta-romana que ainda sobrevivia na França e que aproveitou a
ocasião do assalto à Bastilha para vingar-se dos francos-germanos que, desde o
século V, eram a raça dominante no país. Desde então, para Gobineau a França
decaíra. No ensaio, o Conde caiu no inteiro agrado do círculo de Wagner, que o
jovem professor Nietzsche então frequentava.
O mais conhecido
seguidor e divulgador do ideário racista na Alemanha foi o inglês Houston S.Charmberlain,
membro da Sociedade Gobineau e genro de Richard Wagner, que apesar de ser um
gênio musical tornara-se um anti-semita fóbico. Chamberlain, que viveu a maior
parte do tempo na Alemanha, onde publicou Os fundamentos do Século XIX (Die
Grundlagen des Neunzehnten Jahrhunderts) em 1899 - consagrando-se como o
verdadeiro "imperador da antropologia alemã" -, defendia a tese de
que era inquestionável a superioridade do ser teutônico, louro, alto e
dolicocéfalo, sobre todos os demais. Para ele, o homem perfeito, superior,
correspondia em geral ao tipo nórdico.
As Grandes Guerras e a evolução bélica
As Grandes Guerras
trouxeram para o cenário bélico grande parte da tecnologia utilizada ainda
hoje, como as metralhadoras leves de infantaria, os tanques, os aviões, os
submarinos, as granadas, os morteiros e as armas químicas. Se alguns desses
itens ainda estavam em caráter experimental na Primeira Guerra Mundial, foram
utilizados em larga escala na Segunda Guerra Mundial. A quantidade de civis
mortos foi imensa, as transformações na cultura de guerra ocidental foram
radicais, a destruição provocada nos territórios e nas populações dos países
envolvidos foi inédita.
Apesar da
desumanização do inimigo não ser exclusividade da Primeira Guerra Mundial e
tampouco ter sido inaugurada por ela, é inegável que a tecnologia utilizada de
maneira eficiente, como as metralhadoras ou os tanques (estes ainda em teste)
estabeleceu uma nova relação entre os inimigos do campo de batalha. “(A guerra
começou com os armamentos convencionais semelhantes de 1870). A cavalaria, dos
dois lados, entrou em campanha armada de lança” (Araripe, Magnoli, 2007,
p.326). A evolução bélica acompanhou a Primeira Guerra Mundial, alterando as
relações entre soldados no front, nas linhas de abastecimento e comunicação.
A evolução dos equipamentos bélicos na Primeira Guerra
Mundial
• Primeira fase
(1914): Caracterizado por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos;
• Segunda fase:
(1915-1916): Parte ocidental marcada pela chamada guerra de trincheiras;
Ao mesmo tempo em
que se foi alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas,
como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o
submarino faziam um número crescente de vítimas.
• Terceira fase
(1917-1918): Entrada dos EUA e saída da Rússia da guerra.
Revolução Russa
A Revolução Russa
de 1917 foi um acontecimento capital na História do Século XX. E, apesar de o
mundo socialista por ela criado haver desmoronado no final do período, aquele
evento exerceu uma extraordinária influência na vida de centenas de milhões de
seres humanos.
Antecedentes
Os antecedentes da
Revolução Russa devem ser procurados na Revolução Industrial, iniciada no
século XVIII, e em seus desdobramentos: formação do proletariado, prática do
“capitalismo selvagem” e evolução das ideias socialistas.
A Revolução
Industrial consolidou o sistema capitalista e as relações de trabalho
assalariado. Nestas, o trabalhador não tem qualquer controle sobre os meios nem
sobre os instrumentos de produção, entrando no processo produtivo como mera
força de trabalho não qualificada. Tal situação, agravada pela enorme oferta de
mão de obra existente, levou os capitalistas a explorar o proletariado de forma
absolutamente desumana, configurando o que se convencionou chamar de
“capitalismo selvagem”.
O proletariado, por
ser um grupo social novo, demorou a adquirir consciência de classe, que Ihe
daria a coesão necessária para lutar por melhorias em suas condições de
trabalho e de vida.
Nazismo
O Nazismo ou o
Nacional Socialismo designa a política da ditadura que governou a Alemanha de
1933 a 1945, o Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente associado ao
fascismo, embora os nazistas dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária
de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).
O ditador Adolf
Hitler, que impôs o nazismo, chegou ao poder enquanto líder de um partido
político, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães
(Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou NSDAP). O termo Nazi é um
acrônimo do nome do partido (vem de National Sozialist). A Alemanha deste
período é também conhecida como "Alemanha Nazista" e os partidários
do nazismo eram (e são) chamados nazistas. O nazismo foi proibido na Alemanha
moderna, muito embora pequenos grupos de simpatizantes, chamados neonazistas,
continuem a existir na Alemanha e noutros países. Alguns revisionistas
históricos disseminam propaganda que nega ou minimiza o Holocausto e outras ações
dos nazistas e tenta deitar uma luz positiva sobre as políticas do regime
nazista e os acontecimentos que ocorreram sob ele.
Racismo e Ideologias Nazistas
O racismo é a
tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à
noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras,
normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados
traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é
uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-concebidas que valorizam
as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a
alguns de acordo com a matriz racial.
Em 1899, o inglês
Houston Stewart Chamberlain, chamado de O antropólogo do Kaiser, publicou na
Alemanha a obra Die Grundlagen des neunzehnten Jahrhunderts (Os fundamentos do
século XIX). Esta obra trouxe o mito da raça ariana novamente e identificou-a
com o povo alemão.
Alfred Rosenberg
também criou obras que reforçaram a teoria da superioridade racial. Estas foram
aproveitadas pelo programa político do nazismo visando à unificação dos alemães
utilizando a identificação dos traços raciais específicos do povo dos senhores.
Como a raça alemã era bastante miscigenada, isto é, não havia uma normalidade
de traços fisionômicos, criaram-se então raças inimigas, fazendo desta forma
surgir um sentimento de hostilidade e aversão dirigido a pessoas e coisas
estrangeiras. Desta forma, os nazistas usaram da xenofobia associada ao racismo
atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar o
povo alemão contra o que era diferente. A escravização dos povos da Europa
oriental e a perseguição aos judeus eram as provas pretendidas pelos nazistas
da superioridade da raça ariana sobre os demais grupos diferentes e raciais
também.
Superprodução econômica
Até por volta de 1925, as sociedades europeias lutavam com dificuldade para recuperar-se dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, os Estados Unidos apresentavam um notável crescimento econômico, exportando aos europeus a maior parte do que eles precisavam: alimentos, máquinas, combustível, armas etc.
À medida que a recuperação da Europa avançava, a estrutura produtiva de seus países também se reorganizava. Os governos e empresários da Inglaterra, da Alemanha e da França, por exemplo, procuraram modernizar rapidamente seu parque industrial. Paralelamente, adotaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações de produtos estadunidenses.
Nos EUA, porém, o ritmo da produção industrial e agrícola continuava a crescer, ultrapassando a capacidade de compra dos mercados interno e externo. Passou a haver, então, uma superprodução de mercadorias, isto é, uma enorme quantidade de produtos para os quais não existiam compradores. isso ocasionou:
- Queda dos preços e dos lucros - os preços baixaram drasticamente, o mesmo ocorrendo com a margem de lucro dos empresários e agricultores. Mesmo assim, a produção excedente não conquistou consumidores;
- Redução da atividade econômica - os produtores agrícolas e industriais foram obrigados, então, a reduzir o ritmo de suas atividades e a produzir menos;
- Desemprego em massa - com a redução das atividades, houve demissão de milhões de trabalhadores. Os que não foram dispensados tiveram redução de salários. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos chegou a mais de 15 milhões de pessoas.
Crash da Bolsa de Valores de Nova York
A redução constante da atividade econômica levou um número cada vez maior de acionistas e investidores a vender as ações que possuíam, fosse porque precisavam do dinheiro para saldar seus compromissos ou porque o valor dessas ações estava em baixa. Com isso, a oferta desse tipo de papel aumentou progressivamente, seus preços caíram cada vez mais e o pânico tomou conta do mercado financeiro.
No dia 29 de outubro de 1929, conhecido como Quinta-Feira Negra, ocorreu a queda vertiginosa do valor de milhões de ações que eram negociadas na Bolsa de Valores de Nova York: era a quebra do mercado financeiro, marco principal da crise econômica que afetava o país, levando inúmeras empresas e bancos à falência. A depressão econômica prolongou-se até 1932, período em que a produção industrial dos Estados Unidos foi reduzida em 54%.
Repercussão Internacional
O crash (falência, quebra econômica) da Bolsa de Valores abalou grande parte do mundo capitalista, pois nessa época os Estados Unidos já eram a maior potência industrial e financeira do planeta.
Com a crise, investidores e empresas redirecionaram seus investimentos para outros países, principalmente europeus. Paralelamente, os Estado Unidos reduziram suas importações, o que gerou problemas econômicos para seus parceiros comerciais. Entre eles estava m os países latino-americanos, que se apoiavam em uma economia agro-exportadora.
Guerra Civil Espanhola e Arte
A Guerra Civil
espanhola (1936-39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª
Guerra Mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e
ideológicos que marcaram o século XX.
De um lado se
posicionaram as forças do nacionalismo e do fascismo, aliadas as classes e instituições
tradicionais da Espanha (O Exército, a Igreja e o Latifúndio) e do outro a
Frente Popular que formava o Governo Republicano, representando os sindicatos,
os partidos de esquerda e os partidários da democracia.
Como nenhum outro
conflito, a Guerra Civil Espanhola despertou a solidariedade de artistas e
intelectuais em todo o mundo. A partir dela, surgiram obras imortais de George
Orwell, Pablo Picasso e Ernest Hemingway.
A guerra não serviu
somente de laboratório para os aviões e a munição de Hitler, mas também para
jornalistas, artistas e escritores espanhóis e estrangeiros. Pelo lado dos
republicanos, o quadro Guernica (1937) do pintor espanhol Pablo Picasso e o
romance Por quem os sinos dobram (1940) do escritor norte-americano Ernest
Hemingway, estão entre as obras que retratam esse período.
Federico García
Lorca, um dos mais importantes artistas espanhóis, morreu durante a Guerra Civil.
Foi perseguido e morto em agosto de 1936 por tropas que defendiam uma Espanha
tradicional e conservadora, que se aproximava dos regimes fascistas já
instaurados em países europeus como Itália, Áustria e Portugal. As tropas
comandadas pelo general Franco fuzilaram Lorca, acusado de ser comunista,
principalmente pelo seu posicionamento político – ligado aos anarquistas e
comunistas – e pelas suas produções artísticas, peças teatrais e poemas. Seu
engajamento político se evidenciou na frase pronunciada por Lorca em dezembro
de 1934: ‘Eu sempre serei partidário dos pobres, dos que nada têm, e aos quais
se nega até a tranquilidade do nada. ’
Goebbels e sua Hollywood
Quando se apresenta
o cinema alemão da época nazista como modelo de propaganda política, não se faz
outra coisa senão render um justo tributo a quem se pode considerar o seu
autêntico responsável: Joseph Goebbels. Apesar de não ser um profissional da
mídia, o brilhante ministro da Propaganda do Reich demonstrou possuir uma
sensibilidade para o espetáculo fílmico e para a manipulação do espectador
digna de Irving Thalberg, Adolph Zukor, David O. Selznick ou Cecil B. De Mille;
é lastimável que tenha colocado suas inegáveis prendas a serviço de objetivos
infames e, de longe, menos rentáveis que os grandes showbusiness de Hollywood.
Os primeiros filmes patrocinados pelos nazistas foram exaltações guerreiras
tipo SA-Mann Brand ("O despertar de uma nação", 1934), Hitlerjunjge
Quex ("O flecha Quex", 1935) e o célebre documentário de Leni
Riefenstahl Triumph des Willens ("Triunfo da vontade", 1934), cuja
mensagem, tão transparente quanto agressiva, poderia resumir-se na seguinte
frase: "quem não estiver conosco, que se sujeite às conseqüências".
Para Goebbels, este tipo de propaganda foi-lhe parecendo contraproducente,
sobretudo naqueles anos de formação do novo Estado, dando instruções afiadas, a
partir de então, para que o ideal do Reich se filtrasse de forma mais indireta
e, ao mesmo tempo, mais convincente. Os tópicos seguidos foram essencialmente
dois: a exaltação do caudilhamento (Führerprinzip) e a superioridade racial
germânica (o umbermensch frente às raças inferiores, untermenschen).
Seguindo as astutas
instruções do ministro, nenhum desses dois princípios básicos foi posto em
prática de uma forma excessivamente direta, senão através de personagens e
situações exemplares que evocavam no espectador, sem representá-lo
literalmente, o modelo proposto. Isto se torna especialmente evidente nas
glorificações do Führer, já que nunca foi pensada seriamente a produção de uma
película, de ficção ou documentária, sobre Hitler, embora tenha sido produzida
uma série de biografias de personagens ilustres do passado alemão que, do seu
pedestal, constituíam uma clara premunição do governante atual. Para esta
finalidade, serviam poetas (Friedrich Schiller, como em Der Triumph cines
Genies, 1940), músicos (Friedemann Bach, 1941), escultores (Andreas Schülter,
1942), médicos (Robert Koch der Bekämpler des Todes, "Roberto Koch, o
vencedor da morte", 1939, ou Paracelsus, 1943) e estadistas (Bismarck,
1940); contudo, o curinga insuperável era o rei da Prússia, Federico, o Grande,
pois, muito antes da ascensão nazista, ele já era um mito indiscutível do
autoritarismo teutônico. Na realidade, as películas sobre "o velho
Fritz" eram moeda corrente no cinema alemão desde o grande êxito, em 1923,
da superprodução (em quatro episódios) de Fridericus Rex, quando o ator Otto
Gebühr, intérprete principal do filme, adquiriu uma sólida fama de
personificação do monarca. Em 1942, Gebühr interpretou Der Grosse Köning
("O grande rei"), sem dúvida o filme mais elaborado, tanto no plano
técnico como doutrinário, dedicado a este emblemático personagem.
Se a grandeza do
Führer não era mostrada diretamente, algo parecido se fazia com a superioridade
da raça alemã, que se deixava implícita através da inferioridade dos demais
países e etnias. É muito difícil que nos filmes alemães desta época seja
apresentado um personagem estrangeiro sob uma ótica positiva, embora seja
indubitável que alguns obtenham êxito.
Olga Benário e Luís Carlos Prestes
Olga Benário
Prestes (Munique, 12 de fevereiro de 1908 — Bernburg, 23 de abril de 1942) foi
uma jovem militante comunista alemã, de origem judaica, deportada para a
Alemanha durante o governo de Getúlio Vargas, aonde veio a ser executada pelo
regime nazista em campo de extermínio. Veio para o Brasil na década de 1930,
por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do
Brasil. Destacada como guarda-costas de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua
companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes.
Olga Benário e Luís
Carlos Prestes viveram intensamente o contexto político e ideológico do período
Vargas. Os dois se conheceram e um esforço revolucionário e sofreram
consequências gestadas pela sua época. Trata-se de uma história de amor, que
ilustra, de maneira interessante, a vida e a luta política de ambos, bem como
os rumos que o Brasil tomou naquele período.
Terror Atômico
Os Bombardeamentos
de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda
Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos
Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos
dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio
em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu
sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat
Man" caiu sobre Nagasaki.
Historicamente,
estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As
estimativas do primeiro massacre por armas de destruição maciça sobre uma
população civil apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil
em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente
mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à
exposição à radiação. A maioria dos mortos era civil.
As explosões
nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em
poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de
agosto de 1945, com a subsequente assinatura oficial do armistício em 2 de
setembro na baía de Tóquio e o fim da II Guerra Mundial.
O Projeto Manhattan
Os Estados Unidos,
com auxílio do Reino Unido e Canadá, projetaram e construíram as bombas sob o
nome de código Projeto Manhattan inicialmente para o uso contra a Alemanha
Nazista. O primeiro dispositivo nuclear, chamado Gadget, foi testado em Los
Alamos, no Novo México, a 16 de Julho de 1945. As bombas de Hiroshima e
Nagasaki foram a segunda e terceira a serem detonadas e as únicas que já foram
empregadas como armas de destruição em massa.
Hiroshima e
Nagasaki não foram às primeiras cidades do Eixo a serem bombardeadas pelas
forças Aliadas, nem foi a primeira vez que tais bombardeamentos causaram um
grande número de mortes civis e foram (ou, antes, viriam a ser) considerados
controversos.
O bombardeamento de
Tóquio em março de 1945 poderá ter matado até 100 mil pessoas. Cerca de
sessenta cidades japonesas tinham, a essa altura, sido destruídas por uma
campanha aérea massiva, incluindo grandes ataques aéreos na capital e em Kobe.
Na Alemanha, o bombardeio Aliado de Dresden teve como resultado quase 30 mil
mortes.
Ao longo de três
anos e meio de envolvimento direto dos EUA na II Guerra Mundial,
aproximadamente duzentas mil vidas estadunidenses tinham sido perdidas, cerca
de metade das quais na guerra contra o Japão. Nos meses anteriores aos
bombardeios, da Batalha de Okinawa resultaram as mortes de 50-150 mil civis,
100-110 mil militares japoneses e cerca de 20 mil soldados dos EUA. Esperava-se
que uma invasão do Japão traria um número de baixas muitas vezes superiores
àquele de Okinawa.
A decisão de jogar
as bombas sobre o Japão foi tomada pelo então Presidente Harry Truman, que havia
substituído havia poucos meses no cargo o falecido Franklin Delano Roosevelt. A
sua intenção pública de ordenar os bombardeamentos foi de trazer um fim célere
à guerra por inflição de destruição e terror de subsequente destruição,
obrigando o Japão a apresentar a sua rendição.
Revolução Cubana
No início do século
XX, Cuba era uma colônia (neo-colônia), norte-americana. Desgastada com a
administração corrupta e claramente favorável ao capital estrangeiro, o povo
começava a se inquietar de maneira preocupante para a metrópole. O movimento
operário estava ganhando força e se fazendo notar, principalmente com duas
grandes greves: dos Aprendizes (1902) e da Moeda (1907).
Sofrendo pelos
altos níveis de inflação gerada pela Primeira Guerra Mundial e tendo sua
economia baseada na monocultura da cana-de-açúcar, sendo os Estados Unidos seu
comprador quase exclusivo, a Grande Depressão de 1929, deixou claro que a
situação em Cuba era muito frágil, já que 70% de sua economia eram controladas
pelo capital estadunidense.
Estando a pouco
mais de 100 km de distância de Miami, o território cubano se tornou o quintal
dos ricos e emergentes que passavam em Cuba seus finais de semana. O que era
ilegal nos Estados Unidos era amplamente praticado em Cuba. Um lugar onde os
yankees gastavam seus dólares com sexo, drogas e jogatina, à noite se enchiam
de prostitutas, malandros e vagabundos: claro, todos eles cubanos.
Até então Cuba
esteve nas mãos de diversos dirigentes. Sempre sob o olhar e a mão firme da
metrópole que defendia seus lucros e favorecia apenas a minoria burguesa, (onde
a maioria era norte-americana com alguns poucos cubanos). Até que Fulgêncio
Batista em 10 de março de 1952 tomou o poder através de um golpe assistido e
apoiado pelos norte-americanos.
Paralelamente a
isso, ocorreram diversas greves e revoltas. Sempre partindo do proletariado que
se unia e do movimento estudantil que ganhava força. As primeiras ações
sentidas foram os ataques e tentativas de tomada dos quartéis de Moncada e de
Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de Julho de 1953. A ação conjunta fracassou,
resultando na morte de vários combatentes, em sua maioria jovens estudantes e a
prisão de outros tantos. Entre os presos estava Fidel Alejandro Castro Ruz,
recém-formado advogado pela Universidade de Havana.
Pós – Revolução
Depois
de um discurso de posse, transmitido pela TV, onde as forças libertadoras
entregavam Cuba para os cubanos, tem início em Cuba uma nova era. Os muitos anos
seguintes seriam dedicados ao expurgo dos ex-funcionários batistianos e ao
julgamento daqueles que se quedaram ou foram feitos presos durante as batalhas.
Muito criticou-se também os métodos utilizados para o julgamento e os pelotões
de fuzilamento, que era o destino final dos condenados. Che era o responsável
pelo Tribunal Sumário e há quem se refira, como holocausto. Porém esquecem que
foi uma guerra e das milhares de pessoas que morreram nas mão desses a quem
estava se dando a chance de um julgamento.
O papel dos
Estados Unidos durante a revolução era de indiscutível e declarado apoio às
forças batistianas. Enquanto que o da União Soviética também se fez presente
apoiando Fidel e o regime comunista que aos poucos foi emergindo. Estamos em
plena Guerra Fria. Depois das vitórias rebeldes ainda muitas águas rolariam.
Desde tentativas de contrarrevolução, financiadas pela CIA, como a da Baía dos
Porcos; ou a Crise dos Mísseis envolvendo os EUA e a URSS que por pouco não deu
início s temida Guerra Nuclear. Também foi feita uma tentativa de envenenar
Fidel.
Movimento Operário 1950-1960
No período da 2ª Guerra Mundial, o movimento pressiona o Governo Vargas para entrar na guerra ao lado dos aliados, luta contra a carestia e inicia em 1944/45, uma onda de greves contra a suspensão de direitos trabalhistas sob o argumento da mobilização de guerra.
E é justamente como resultado da guerra, pelos acordos estabelecidos pelo Brasil com os Estados Unidos para entrar na luta ao lado dos aliados, que se inicia a siderurgia nacional. Com isso, há um salto na indústria de base nacional — principalmente metalurgia — no início da década de 1950. E é de 50 a 1960 que ocorrem as grandes greves de massa, ambas em São Paulo, como a dos “300 mil” (1953) e dos “400 mil” (1957).
Esse recrudescimento do movimento operário se dá particularmente visando à reposição de perdas salariais. É que, desde que foi criado, em 1941, o salário mínimo não sofrera correção até 1954, quando Vargas — mesmo sacrificando seu pupilo ministro do Trabalho, João Goulart — anuncia o reajuste do salário mínimo no Dia 1º de Maio.
“A mobilização, em razão do suicídio de Vargas (agosto de 54), e os quebra-quebras são também resultado do movimento sindicalista pelo reajuste do mínimo. Mesmo com o reajuste, em alguns estados, como Minas Gerais, os empresários ganharam na Justiça o direito de não conceder o aumento”, esclarece Alexandre Fortes.
JK – Na segunda metade da década de 1950, com o governo JK, inicia-se o período de desenvolvimentismo associado, o que, com a expansão da oferta de empregos, em princípio, aplacaria os movimentos reivindicatórios. Segundo Fortes, no entanto, logo as mobilizações ressurgem. “Mesmo na construção de Brasília, os migrantes que para lá se deslocam — em grande número — enfrentam o emprego quando as obras estão se encerrando”, observa ele.
A década de 1960 marca a criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e a conquista da gratificação natalina (13º salário), uma reivindicação que se arrasta desde 1945. E é a partir daí que se consolida na direita o sentimento da criação de uma “República Sindicalista”, atribuída ao presidente Jango, apressando o golpe de 1964.
Tortura e Direitos Humanos na America Latina
Na América Latina,
a tortura foi bastante praticada contra índios e negros durante o período
colonial. No Brasil, tem-se que a tortura foi utilizada de forma indiscriminada
contra os escravos, estando, deste modo, vinculada à questão da discriminação
racial.
A partir de 1960,
uma onda de regimes militares “direitistas” começou a dominar boa parte da
América Latina. Na Argentina, os militares assumiram o poder com a tortura e
mortes. No Brasil, as Forças Armadas tomaram o poder em 1964 e encontraram nas
tentativas de guerrilhas e revolta uma desculpa para a repressão feita pelo
regime militar. Também no Chile houve, em 1973, um golpe militar cujo governo durou
quase 20 anos.
O exemplo destes
países, os regimes militares da América Latina apresentaram, em maior ou menor
grau, traços característicos dos regimes militares do séc. XX - execuções ou
massacres, oficiais e para-oficiais, tortura sistemática de prisioneiros e o
exílio em massa de adversários políticos – e configuram uma das mais graves
situações de tortura. A tortura era então praticada nas salas de
interrogatórios, nas dependências da polícia secreta, nas próprias delegacias
de polícia, nas prisões e em outros estabelecimentos reconhecidos de forma
oficial. Houve, ainda, inúmeros casos de pessoas que
“desapareciam” sem
vestígios oficiais quando, na realidade, estas pessoas estavam sendo detidas e
torturadas secretamente sem que sua detenção fosse ao menos reconhecida.
Mães eram separadas
de seus filhos ao nascer sem ao menos poderem tocá-los, como aconteceu na
Argentina, e os filhos eram mandados para a adoção.
Alguns países como
a Argentina, Chile e Uruguai, depois do regime militar, já abriram os arquivos
secretos ao publico, acharam corpos de desaparecidos e puniram os culpados. O
Brasil, ainda é alvo de criticas devido à falta de impunidade, mas isso porque
há uma serie de burocracia que demoram longo tempo.
Com o
enfraquecimento e fim dos regimes repressivos, a prática da tortura como método
de repressão política consequentemente diminuiu. Contudo, ficaram evidentes os
casos de tortura praticados contra suspeitos de crimes comuns (aqui entendidos
como crimes não políticos) e integrantes de minorias étnicas. No Brasil, bem
como em outros países, o emprego abusivo de agressão e violência física se dá
em todo o território nacional por agentes públicos das forças de segurança como
forma de se obter confissões forçadas, sendo considerada por analistas como um
dos principais mecanismos de investigação policial no país. Também é largamente
utilizada como meio de punição e imposição de disciplina em presídios e em
centros de cumprimento de medidas sócio-educativas para adolescentes assim como
em instituições psiquiátricas, orfanatos e centros para detenção de imigrantes.
MPB e DOPS
DOPS (Departamento
de Ordem Política e Social), bem como DOI-CODI (Destacamento de Operações de
Informações - Centro de Operação de Defesa Interna) eram órgãos repressores da
ditadura.
A MPB teve um
importantíssimo papel como resistência à ditadura militar que derrubou o
presidente João Goulart em 1964. Chico Buarque de Hollanda, Geraldo Vandré, Belchior,
Caetano Veloso, Elis Regina, e alguns outros são exemplos de artistas que, com
suas composições, tiveram relevante papel na luta contra o regime.
Mas, depois que
Costa e Silva decretou o AI-5, em 13.12.68, ficou mais difícil esta
resistência, através da música, e muitos compositores, dentre eles, Chico
Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram obrigados a sair do país e
passaram longo período na Europa.
Redemocratização - A volta dos civis ao poder
O processo de redemocratização do Brasil, após o regime militar, ocorreu lenta e gradualmente, como pretendiam os líderes moderados das Forças Armadas. Ainda durante o regime militar - e de forma paulatina - suprimiu-se a legislação mais autoritária e permitiu-se o retorno a vida pluripartidária, bem como as eleições livres em três instâncias legislativas (municipal, estadual e federal). Em 1982, ocorreu a primeira eleição, desde 1964, para o cargo de governador de estado.
Assim, aos poucos, os civis voltavam ao poder. O mandato de seis anos de Figueiredo terminaria em 1985, e a ansiedade de boa parte da população por mudanças democráticas era grande.
Campanha Diretas-já!
Foi nesse contexto que diversos setores da sociedade (partidos políticos, Igreja, entidades científicas, estudantes, artistas, imprensa, sindicatos de trabalhadores, universidades, associações de empresários etc.) uniram-se, reivindicando com veemência cada vez maior o fim da ditadura militar e a redemocratização do país.
As lideranças políticas de oposição aproveitaram o momento para lançar um movimento em favor das eleições diretas para presidente da República. O objetivo era fazer com o que o Congresso Nacional (que contava com muitos parlamentares ainda ligados ao governo militar) aprovasse uma emenda constitucional para restabelecer eleições diretas para a presidência da República, proposta pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT), em março de 1983. Se aprovada, a emenda implicaria o fim do Colégio Eleitoral, instituição criada pelo regime militar.
De janeiro a Abril de 1984, a campanha pela aprovação da emenda reuniu milhões de pessoas em diversas cidades do país, promovendo manifestações populares que figuram entre as maiores da história brasileira. Em ruas e praças, multidões reunidas em grandes comícios exigiam ''diretas já'', ficando por isso conhecida como campanha pelas Diretas-já!.
Frustração Popular
O presidente Figueiredo mostrava-se vacilante sobre a sucessão presidencial, ora dizendo que não tinha apego pelo poder, ora dando sinais de querer permanecer. Uma coisa era certa: ele pretendia que a próxima eleição presidencial fosse pela via indireta. Na véspera da votação da emenda Dante de Oliveira, marcada para 25 de abril de 1984, decretou estado de emergência em Brasília, e forças policiais cercaram o Congresso. A explicação dada foi a necessidade de proteger os parlamentares da ''coação popular''.
No dia da votação, apesar da ampla mobilização da sociedade civil, a emenda não alcançou um número suficiente de votos na Câmara para entrar em vigor. Uma série de manobras de políticos ligados ao regime militar impediu que se obtivesse o número de votos necessários.
O principal grupo contrário à emenda era liderado pelo então deputado federal paulista Paulo Maluf, que acreditava poder eleger-se para a presidência da República por meio das eleições indiretas promovidas no Colégio Eleitoral.
A questão agrária (Governo Sarney 1985 – 1990)
Com a
redemocratização do país, os governos começam a promover assentamentos. Em
1988, a Constituição determina que a grande propriedade que não cumprir sua
função social poderá ser desapropriada para fins de reforma agrária. Pela lei,
além de manter a fazenda produtiva, o proprietário deve preservar o meio
ambiente e cumprir as obrigações trabalhistas.
No início da década
de 80, o agravamento dos conflitos pela posse da terra na Região Norte levou à
criação do Ministério Extraordinário para Assuntos Fundiários e dos Grupos
Executivos de Terras do Araguaia/Tocantins (Getat) e do Baixo Amazonas (Gebam).
As realizações
desses três órgãos, no entanto, são pobres, com registro de alguns poucos
milhares de títulos de terra de posseiros regularizados. Nos seis anos do
último governo militar (1979-1984), a ênfase de toda a ação fundiária
concentrou-se no programa de titulação de terras. Nesse período, foram
assentadas 37.884 famílias, todas em projetos de colonização, numa média de
apenas 6.314 famílias por ano. A ação fundiária no período 1964-1984, revela
uma média de assentamento de seis mil famílias por ano.
Em 1985, com o fim
da ditadura, o governo de José Sarney elaborou o Plano Nacional de Reforma
Agrária (PNRA), previsto no Estatuto da Terra, com meta de assentar 1,4 milhão
de famílias em cinco anos. Porém, ao final de cinco anos, foram assentadas
apenas cerca de 90 mil.
A década de 80
registrou um grande avanço nos movimentos sociais organizados em defesa da
reforma agrária e um significativo fortalecimento dos órgãos estaduais
encarregados de assuntos fundiários. Quase todos os Estados da federação contavam
com este tipo de instituição e, em seu conjunto, ações estaduais conseguiram
beneficiar um número de famílias muito próximo daquele atingido pelo governo
federal.
Neoliberalismo
O Neoliberalismo é
uma releitura do Liberalismo Clássico.
Embora o termo
tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e economista alemão Alexander Rüstow,
o Neoliberalismo só ganharia efetiva
aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século XX, especialmente a
partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento da
concorrência comercial, muito em função da supremacia que o capitalismo demonstrava
conquistar sobre o sistema socialista. Mesmo ainda no decorrer da Guerra Fria,
as características do conflito já eram muito diferenciadas das existentes nos
anos imediatamente posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial. A União
Soviética já havia se afundado em uma
grave crise que apontava para o seu fim inevitável. Enquanto isso, o
capitalismo consolidava-se como sistema superior e desfrutava de maior
liberdade para determinar as regras do jogo econômico.
O crescimento
comercial foi notório e, para enfrentar a concorrência, medidas foram tomadas
no Reino Unido e nos Estados Unidos. As principais características dessas
medidas foram a redução dos investimentos na área social, ou seja, no que se
refere à educação, saúde e previdência social. Ao mesmo tempo, adotou-se como
prática também a privatização das empresas estatais, o que se aliou a uma perde
de poder dos sindicatos. Passou-se a defender um modelo no qual o Estado não
deveria intervir em nada na economia, deixando-a funcionar livremente. Ou seja,
considerando-se as características do novo momento, uma releitura da forma
clássica do Liberalismo.
O Neoliberalismo
ganharia força e visibilidade com o Consenso de Washington, em 1989. Na
ocasião, a líder do Reino Unido, Margareth Thatcher, e o presidente dos Estados
Unidos, Ronald Reagan, propuseram os procedimentos do Neoliberalismo para todos
os países, destacando que os investimentos nas áreas sociais deveriam ser
direcionados para as empresas. Esta prática, segundo eles, seria fundamental
para movimentar a economia e, consequentemente, gerar melhores empregos e
melhores salários. Houve ainda uma série de recomendações especialmente
dedicadas aos países pobres, as quais reuniam: a redução de gastos
governamentais, a diminuição dos impostos, a abertura econômica para
importações, a liberação para entrada do capital estrangeiro, privatização e
desregulamentação da economia.